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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Contrato entre a Universidade do Recife e José Morgado


José Morgado esteve quase 15 anos na Universidade do Recife. Saiu, por sua iniciativa, quando em Portugal a ditadura fascista foi derrubada em 25 de Abril. O desejo manifestado várias vezes pela Universidade do Recife era para que ficasse.
O seu processo de reintegração foi boicotado pelo Ministério da Educação que tinha à frente Souto Maior Cardia, dirigente do PS, nos primeiros governos constitucionais, liderados pelo PS, tendo como 1º Ministro o Sr Mário Soares. No momento da sua reintegração, José Morgado tinha mais trabalhos de investigação publicados que o todo o departamento junto. Apesar disso, foi por uma unha negra que não foi afastado da Universidade Portuguesa pela segunda vez. Desta vez pela mão do PS, no governo, e dos fascistas do Ministério da Educação que nunca foram verdadeiramente afastados de cargos dirigentes do então Ministério da Educação.
Em determinada altura do processo ponderou voltar a ter que sair do país. felizmente não faltavam Universidades.
O boicote ao processo de reintegração de José Morgado na Universidade é muito interessante.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Contra a Eleição de Freitas, Votemos em Soares!

Contra a Eleição de Freitas,

Votemos em Soares!

Os resultados da primeira volta da eleição presidencial conduziram à situação, não desejada, de o próximo Presidente da República ser necessariamente um dos dois candidatos, Freitas do Amaral ou Mário Soares.

É um facto que ambos os candidatos têm projectos políticos semelhantes e ambos têm tido uma prática política de direita. Mas é também um facto que há uma diferença importante entre as forças políticas e sociais que apoiam Freitas do Amaral e as forças políticas e sociais que, para derrotar Freitas do Amaral, apoiam Mário Soares.

Na verdade, em torno do candidato Freitas do Amaral, agrupa-se, neste momento, a direita mais empedernida e agressiva, agrupam-se os pides, os salazaristas e caetanistas que ainda existem, agrupam-se os restos fascistas que querem, a todo custo, fechar as portas que Abril abriu e que recorrem a todos os meios para tentar impor o regresso ao antigamente.

Por isso, é o candidato Freitas do Amaral quem constitui o maior perigo para o Portugal democrático, é o candidato Freitas do Amaral que os democratas precisam de derrotar em 16 de Fevereiro.

Ora, nas presentes circunstâncias, só há uma maneira de derrotar Freitas do Amaral – é votar em Mário Soares!

Assim, discordando frontalmente do projecto e prática política de Mário Soares, vamos, no entanto, votar em Mário Soares para derrotar Freitas do Amaral!

É isto que, no actual momento, a luta pela Democracia exige de todos nós!

Fevereiro, 1986

José Morgado